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Não é nada fácil
um cidadão comum conseguir transformar uma idéia
sua em uma lei, mesmo em sua própria cidade.
Como você fez para conseguir tantos projetos e em
tantos diferentes lugares?
Primeiramente, grandiosas
doses de paciência, persistência e capacidade
de ouvir “nãos” e, principalmente, de
ser ignorado. (o que mais dói é a indiferença,
é não ter, pelo menos, uma resposta).
Como não dispunha
de recursos, nem página na Internet, nem assessoria
de imprensa e muito menos agência de propaganda, o
que me restava era lutar com o que tinha – um velho
microcomputador, telefone, conexão discada para a
Internet e criatividade.
Escrevi artigos com
a minha idéia e enviei para publicação
em diversos sites na Internet. Comentei sobre a iniciativa,
colhendo opiniões, em algumas listas de discussão
das quais participo.
Incluí o tema
e as informações em minhas palestras e treinamentos.
No mais, fui “garimpando”
os contatos, um a um, em pesquisas na Internet. São
três anos “varando madrugadas”.
Envio centenas de mensagens
todos os dias. Porém, meu índice de retorno
é da ordem de 0,5%, ou seja, para obter uma única
resposta tenho de mandar 200 mensagens.
Assim, consegui o primeiro
projeto, que foi na Assembléia Legislativa do Estado
do Rio de Janeiro, trancado até hoje por um pequeno
problema de redação.
Dessa forma, consegui
a primeira aprovação, que foi na cidade paulista
de Santa Cruz do Rio Pardo, até onde sei, a primeira
cidade do mundo a ter O DIA DO CLIENTE como uma data integrante
do Calendário Oficial de Eventos. Lá, todos
os Vereadores assinaram a proposição da lei.
Graças ao Deputado
Estadual Luís Fernando Schmidt (PT/RS), consegui
a apresentação do projeto na Assembléia
Legislativa do Rio Grande do Sul. Com a aprovação,
ficou mais fácil apresentar um caso concreto em outras
localidades.
Um fato curioso, e
relevante, é que em cada lugar o projeto foi apresentado
por Parlamentar de partido político diferente, o
que demonstra que o Projeto do DIA DO CLIENTE não
tem nenhuma conotação política, ideológica
ou partidária. Tanto é assim, que também
em São José dos Pinhais-PR o projeto teve
a assinatura de todos os Vereadores e na Assembléia
Legislativa de Minas Gerais o projeto teve a assinatura
de todos os Líderes de Bancada.
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